Em uma maravilhosa manhã ensolarada o meu carro pifou e eu fui forçado a descer do pedestal social no qual me encontrava.

Eu não freqüentava ônibus desde a faculdade e na época, ir de pé era um incômodo. Até aquele dia, esta era a minha opinião. Até aquele dia.

Depois da nuvem de fumaça que saía do capô cessar, a chegada do mecânico e a triste notícia de que não, eu não levaria o meu carro para casa naquele dia, fui obrigado a me deparar com o aterrorizante transporte público.

Eu não fazia idéia de que ônibus pegar.

No caminho até o ponto meu coração era atormentado por lembranças, notícias, pelo que sempre vi quando passava ao lado dos ônibus lotados. O desespero tomou conta dos meus passos a medida que eu avistei o primeiro psinal da minha tortura – o aglomerado de pessoas tentando se abrigar do sol sob a marquise.

A gravata me sufocava e o ar passava quente pela minha garganta. Já sentia saudades do ar condicionado quando ao me informar descobri que o ônibus mais indicado para a minha entristecida pessoa havia chegado.

Me faltam palavras para descrever o tamanho da confusão. Eu me senti como um boi a caminho do abate á medida que subi às escadas daquilo que seria só o começo de uma longa jornada de “encoxamento”. Eu também ocasionalmente “encoxaria”, é claro, mas isso não seria menos desrespeitoso.

Mudei minhas definições de abuso sexual naquele dia. Mudei minhas definições de abuso naquele dia. A proximidade física com as outras pessoas era tamanha, que embora tenha passado pouco tempo e saltado três pontos antes, eu saí daquele coletivo me sentindo culpado, sujo e depravado. Envergonhado das pessoas que pareciam achar aquele contato físico normal e inevitável. Eu estava amassado, suado, não sabia onde estava minha gravata, haviam pisado no meu pé centenas de vezes e meus dedos doíam.

Isso não é vida. Decidi voltar de táxi, afinal de contas, minha esposa poderia ficar sabendo das minhas andanças no ônibus e ela não me perdoaria por chegar em casa com o cheiro de tantas outras mulheres, e o pior, de tantos outros homens. Me vi naquele estado deplorável do qual eu demorei horas para me recuperar, eu não poderia passar por tudo aquilo de novo. Estava constatado: eu havia me tornado um playboy.

No final da experiência, choramingando um carro qualquer no qual eu pudesse simplesmente ir e voltar para o trabalho sem ser forçado a ter contato com os corpos de estranhos, eu cheguei seguro em casa.

Já na cama, os rostos sofridos e oleosos de cada uma das pessoas que pisaram no meu pé e me causaram enorme dor me vieram à mente. Uma mistura de ódio mortal e pena se instaurou no meu coração.  Não importava mais, meu carro estava na garagem, eles jamais pisariam em mim novamente…

Veja A visão do inferno aqui.

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O barulho?

A lentidão?

Os outros motoristas?

Não! Já sei: os motoboys! Isso sim te irrita!

Seja como for, o trânsito, cada vez mais caótico, irrita e muito. O “CEDETRAN - O Jornal do Trânsito do Paraná”, fez um levantamento das dez coisas que mais irritam no trânsito, acompanhe:

1) Buracos nas ruas

2) Motoristas que param em filas duplas

3) Motoristas que jogam luz alta nos outros

4) Vans que param em locais inadequados

5) Policiais que cometem infrações no trânsito

6) Veículos grandes que cruzam a frente dos menores

7) Guardas escondidos multando os motoristas

Pedestres se arriscando no trânsito

9) Motoristas que avançam na contramão com trânsito lento

10) Veículos lentos à esquerda que obrigam os demais a usar a direita

Em entrevista ao veículo, o psicólogo Luiz Alberto Passos Presa comenta a nossa relação com esse incômodo diário: “Antigamente, uma pessoa sabia que levava tantos minutos para ir do ponto A ao ponto B de sua cidade. Agora, com o aumento da frota e o crescimento da cidade, ele sabe que vai precisar de mais tempo e sai mais cedo” – fala sobre como acabamos aceitando perder tempo dentro dos veículos.

Segundo a lista a principal razão de incômodo não é nada que os próprios motoristas possam fazer, trata-se de uma questão estrutural, a solução: cobrar das autoridades.

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Postado por: admin

14/04/2010

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Sexta feira vou mostrar pra vocês um pouco do que é o stress de quem sai do trabalho na hora do rush. Vou gravar a batalha por espaço dentro de um vagão de metrô.
Não é realmente fácil e já tô me abastecendo de paciência e Nutry desde já.

Postado por: samamba

13/04/2010

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Desde a época das cavernas as mulheres e os pneus vem travando uma verdadeira guerra. Parte das batalhas, as academias ajuda a resolver, mas quando os penus estão nos carro e não na cintura a coisa fica bem mais complicada como mostra o vídeo. Homens, já sabem: quando virem uma mulher trocando o pneu, favor ajudar.

Postado por: samamba

26/03/2010

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O que estressa mais? Aprender a dirigir ou uma mulher e um cara buzinando na sua orelha dentro do carro?


Acesse www.queroviverbem.com.br para maiores informações sobre qualidade de vida.

Postado por: samamba

O stress já afeta grande parte da população mundial. São pessoas que não dormem bem, se alimentam mal ou estão passando por uma fase difícil. Milhares de fatores podem provocar um stress. Alguns desses fatores e consequências você pode ver por aqui.