Antes de responder, pare e pense: mas o que é “se alimentar bem”? Como saber se você se alimenta da maneira correta? Para escrever este post, fui pesquisar o que dizem sobre alimentação saudável. Fui atrás de cardápios, recomendações de alimentos que fazem bem e percebi que as matérias mais populares são as que indicam métodos de emagrecimento e não de equilíbrio. Alguns me pareceram bem elaborados, outros um tanto fora da realidade, indicando pratos pouco comuns e que não são facilmente encontrados nos restaurantes populares – isso, obviamente, é um problema.

Comer bem é caro, cheguei a esta conclusão com uma breve pesquisa de campo! Sanduíches repletos de gordura acompanhados de batata frita e refrigerante saem mais em conta do que ir até um restaurante comer uma bela salada, arroz e feijão fresquinhos, uma carne grelhada e de sobremesa, algumas frutas. Um pote de sorvete ou milkshake também não pesam no bolso.

Mas o que não pesa no bolso pesa na saúde. Pesa na barriga gordinha, nas roupas que mais cedo ou mais tarde já não cabem mais, e o pior, pesa no coração.

Me aprofundei em minha própria curiosidade e descobri o valor calórico de alguns hamburgeres famosos, descobri que os mais saborosos são aqueles que carregam maior kcal e mais (chegando a até 570kcl), são também os que tem mais gordura, saturada e insaturada, chegando a corresponder a 37% da cota de gordura que uma pessoa saudável pode ingerir. Se você pensar que um hamburger é o que substitui apenas uma de suas refeições fica óbvio que o valor calórico que ele oferece é altíssimo e que vale mesmo optar por um prato mais saudável.

É difícil, no entanto, determinar o valor calórico de uma refeição equilibrada uma vez que a modo de preparo influencia neste valor. Sonia Tucunduva é professora e pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e em uma entrevista ao Dr Drauzio Varela, deu uma declaração que sintetiza o conceito de alimentação saudável, veja:

“O primeiro requisito é a escolha dos alimentos. A pessoa que faz as compras deve escolhê-los dando preferência aos alimentos naturais. Depois, vêm os cuidados com o preparo, visando à menor perda possível do valor nutritivo. Sou defensora de que arroz e feijão, carne, salada, uma porção de verdura cozida e uma fruta de sobremesa constituem aquilo que se chama de refeição saudável. Isso significa que é preciso comer mais saladas, verduras e frutas naturais. De certa forma, voltamos ao que comiam nossos avós.

Para orientar as pessoas sobre a composição, quantidade e número das refeições, usamos a pirâmide alimentar e introduzimos o conceito de porção. Por exemplo, meia banana equivale a uma porção. Isso torna a dieta flexível e mais adequada para cada indivíduo em particular, porque é sua altura, peso, atividade física e sexo que vão determinar quanto precisa comer. Não dá para falar no geral. A dieta que vai vigorar nos rótulos dos alimentos futuramente e pressupõe o consumo de 2.500kcal pode representar o mínimo necessário para a sobrevivência de algumas pessoas e um exagero para outras.”

Aproveite a segunda-feira e comece já uma dieta saudável.

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